Visitei o Brasil pela segunda vez desde que me mudei.
Em alguns momentos, me senti como um peixe fora d’água. A sensação de não pertencer ao lugar foi enorme! Em algumas situações, parecia haver um muro entre mim e a pessoa ao meu lado, algo parecia de fato me empurrar para fora dali, como se dissesse: “O que você está fazendo aqui?”
Foi um sentimento tão estranho – sim, essa é a palavra – porque senti estranheza. Não era algo ruim ou bom, apenas estranho.
Mas Pri, como assim?
Eu tentei explicar para mim mesma, mas não consegui. Me observei, conversei comigo mesma, mas a sensação permanecia lá. Que loucura!
Claro que tive momentos maravilhosos. Revi amigos, família, e isso foi o que permaneceu comigo. Mas também trouxe comigo esse sentimento.
Queria ter trazido esse sentimento? Não! Queria simplesmente ter ignorado? Com certeza absoluta!
Esse sentimento não pertence a mim, pertence às pessoas, e por que me afetou tanto? É o que gostaria de descobrir, mas sinceramente, não quero perder minhas energias com algo tão pequeno que estou deixando se transformar em algo grande. Por isso escrevi este texto.
Uma vez, minha analista me disse que eu era boa em escrever e que isso poderia me ajudar. Daí veio a ideia do blog também, para colocar para fora e tirar essa carga de dentro de mim.
E vou te falar que 80% das vezes funcionou – de onde tirei esses dados? Da minha cabeça, hahahaha!
Mas sempre que escrevo, sinto que aquilo foi, passou e não preciso mais guardar dentro de mim.
E então, tempos depois, releio o texto e vejo: realmente saiu. Que alívio!
Se benze, reze e deseje sempre o bem aos outros, porque só podemos dar aquilo que temos. E às vezes a pessoa não tem nada de bom para oferecer, então, libere suas energias positivas para o bem e tudo vai dar certo.

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