Já fui a criança que só chorava, a risonha, a atleta, a rebelde sem causa, a intensa sem medir consequências, a que dançava até o sol raiar ou até o DJ parar de tocar. A que está sempre a postos para os amigos, a que ama (hoje em dia) celebrar o aniversário, a que é oito ou oitenta! A que hoje sabe a hora de parar – às vezes a gente esquece, rsrs – a que não precisa mais correr, que pausa e que não se sente culpada por estar no ócio.
A que não tenta se encaixar para caber nos lugares, a que se libertou.
A que já foi ruiva, loira, camaleoa ou seria leoa? A descabelada, afinal, as melhores coisas da vida, nos “descabelam”, a do cabelo rebelde e esvoaçante, às vezes curto, às vezes grande.
A que hoje sabe impor limites ao outro.
A que, se preciso for, muda de país, de casa, de profissão. Aprende uma nova língua, por que não duas? A que tem a gargalhada da bruxa e a leveza da borboleta, que é de verdade, que ri e também chora.
A filha da Janete e do Nodari, a irmã do Zé e do Biel, a Queque, a Dinda, a Didi, a esposa, a amiga e tantas outras.
A que, com 8 anos, foi para Berlim, representou o Brasil, a mais nova de todas as delegações, andou de camburão, apresentou até a exaustão, mas também se divertiu. A filha, a aluna, a aprendiz.
A primeira ginasta da Denize e da Mariana.
A que na escola escrevia peças doidas, a que nos trabalhos fazia vídeos no formato telejornal e com direito aos erros de gravação no final.
A que curtiu, dançou, surtou, celebrou, dançou até o chão. Que se identifica com as músicas de Cássia e de Rita.
Que já foi ginasta, fotógrafa, empresária e agora numa nova área.
Que é aprendiz, que carrega dentro de si um pouquinho de cada pessoa que passou pela vida.
A que hoje escreve e se sente leve.
Viva Pri!


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